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Ex-advogado de Trump faz revelações inéditas sobre o presidente dos EUA



Michael Cohen acusa o presidente norte-americano de ser "uma fraude, um bully, um racista, um predador e um vigarista".

Michael Cohen, o ex-advogado de Donald Trump, vai lançar "Desleal", um livro sobre o presidente dos Estados Unidos. O prefácio do mesmo foi revelado esta quinta-feira, mas já está a causar polémica devido às suas revelações inéditas que põem em causa a conduta do presidente norte-americano.

"De chuvas douradas num clube de sexo em Las Vegas, fraude fiscal e acordos com funcionários corruptos da ex-União Soviética (...) eu não era apenas uma testemunha da ascensão do presidente, eu fui um participante ativo e ávido".Cohen acusa o presidente norte-americano de ser "uma fraude, um 'bully', um racista, um predador, um vigarista" e vai mais longe ao afirmar que as eleições presidenciais de 2016 foram uma fraude.

O advogado faz também referência a "chuvas douradas num clube de sexo em Las Vegas", sem apontar explicitamente Donald Trump como participante das mesmas.

"De certa forma, eu conhecia-o melhor do que a sua própria família porque testemunhei o verdadeiro homem, em clubes de strip, reuniões de negócios obscuros e nos momentos de descuido em que ele revelou quem realmente era", revela Cohen.

O também ex-conselheiro do presidente afirma que este "tinha conspirado com os russos" para vencer as eleições presidenciais de 2016, mas não "da maneira sofisticada" como muitos pensam. "Vencer sempre foi o modelo de negócios e estilo de vida" de Donald Trump, afirma Michael.

Recorde-se que Michael Cohen disse, há cerca de três semanas, que tinha sido preso pela segunda vez a 9 de julho - depois de libertado em maio para evitar ser infetado com o coronavírus - para que não conseguisse publicar o livro sobre o presidente norte-americano.

Cohen, de 53 anos, está a cumprir pena de três anos de cadeia por fraude fiscal, falsas declarações ao Congresso e financiamento da campanha, este último a referir-se a pagamentos feitos para silenciar mulheres que terão tido, alegadamente, casos com Donald Trump antes das presidenciais de 2016.

Fonte e foto: CM

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