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Análise de vídeo mostra que um míssil causou a megaexplosão em Beirute?



Para muitos em Beirute ainda é muito difícil assimilar tudo o que aconteceu na última terça-feira, 4 de agosto de 2020. Aos poucos a dor vai se transformando em revolta. A megaexplosão que o mundo inteiro viu através das redes sociais e noticiários na TV foi assustadora e, ao mesmo tempo, foi o reflexo de décadas de má administração, negligência e corrupção do sistema político.

Acredita-se que a megaexplosão tenha ocorrido devido a 2.750 mil toneladas de nitrato de amônio armazenadas em péssimas condições no porto desde 2014. O que deu origem ao incêndio, que precedeu a explosão, ainda é motivo de incerteza. Atualmente, sabemos mais sobre o que não aconteceu, do que aquilo que realmente aconteceu. No entanto, há quem insista que a megaexplosão tenha sido o resultado de um míssil, ou seja, que Beirute teria sofrido um ataque.

Nesse sentido, surgiu nas redes sociais a análise de um vídeo, com efeito de negativo, onde um teria sido encontrado uma espécie de míssil camuflado!


Falso! O vídeo original foi altamente manipulado digitalmente. Além do evidente efeito de negativo, um míssil foi adicionado posteriormente a filmagem, ou seja, não havia nada na filmagem original. Portanto, ele não prova que houve qualquer ataque com míssil em Beirute que resultasse naquela megaexplosão!

Uma Manipulação Grotesca

Em primeiro lugar, um outro usuário encontrou o vídeo original, adicionou o efeito de negativo, e comparou ambos. O resultado? O míssil não estava presente no vídeo original!

Uma Questão de Pressa

Em segundo lugar, provavelmente na pressa de desinformar, o responsável pela edição esqueceu de disseminar outros vídeos, de outros ângulos que mostrassem esse mesmo míssil. No entanto, basta pegar qualquer vídeo, entre dezenas ou centenas que se espalharam pelas redes sociais, aplicar o efeito de negativo e comparar. Não haverá nenhum míssil.

Em terceiro lugar, se estivéssemos falando de um míssil altamente tecnológico, não seria um mero efeito utilizado em qualquer programa de edição que o revelaria. Não faz o mínimo sentir investir milhões e anos de pesquisas para algo ser detectado pelo… Photoshop! Nesse sentido, um outro usuário pegou um frame do vídeo “analisado”, e o reverteu.

Imagem original do missil:


Quem editou também se esqueceu de adicionar o chamado “motion blur”, que é o desfoque de objetos que se movem enquanto o obturador da câmera está aberto.

O míssil é extremamente “nítido” e destoa do cenário “embaçado” ao redor, uma vez que a qualidade da filmagem é diferente da resolução do objeto (míssil) adicionado posteriormente.


E, em quarto e último lugar, onde está o rastro deixado pelo míssil? Não há absolutamente nada. Isso sem contar, que teríamos milhares de relatos sobre a queda de um míssil, mas, novamente, não há nada nesse sentido.

Falso! O vídeo original foi altamente manipulado digitalmente. Além do evidente efeito de negativo, um míssil foi adicionado posteriormente a filmagem, ou seja, não havia nada na filmagem original. Portanto, ele não prova que houve qualquer ataque com míssil em Beirute que resultasse naquela megaexplosão!

Fonte e foto: E-Farsas

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