loading...

REVELADOS os nomes de código e pseudónimos dos que receberam dos sacos azuis do GES




Nas folhas de Excel com os pagamentos feitos a vários funcionários do Grupo Espírito Santo, através da Enterprises e de outras três sociedades ocultas, foram descobertos vários nomes de código e pseudónimos. Isabel Vaz, CEO do grupo Luz Saúde, aparece na lista como "Pititi". Filho de Salgado era o "Labutes", diretor do BES na Madeira era o "Hanham"

Nas folhas de Excel com os pagamentos, os sete procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) responsáveis pela investigação descobriram que muitos dos beneficiários estavam identificados com pseudónimos e nomes em código. Era o que acontecia, por exemplo, com os dirigentes da Espírito Santo Saúde, que terão recebido bónus e pagamentos mensais através da Enterprises, pelo menos em 2011: Isabel Vaz, presidente da comissão executiva do grupo Luz Saúde, era identificada pelo pseudónimo Pititi; Tomás Fonseca pelo pseudónimo Matateu; João Novais por Castilho e Ivo Antão por Imahala Panzi

João Alexandre Silva, diretor-geral da sucursal do BES na Madeira, e do Departamento de Banca Internacional do BES, usava contas com os nomes de Pargo, Caramujo e Hanham. Recebeu por esta via 1,1 milhões de euros da Enterprises, 477.500 euros da Alpha e 210 mil euros da Balenbrook. Paulo Jorge, seu adjunto, tinha uma conta na Suíça em nome de Doismiledez e foi aí que recebeu 971 mil euros via Enterprises e 379.900€ via Alpha, entre 2010 e 2014.

João Freixa, antigo administrador do BES, era o Jaguar. Ricardo Bastos Salgado, filho do antigo presidente do Banco Espírito Santo, era o Labutes. O primeiro recebeu mais de meio milhão de euros em prestações mensais, entre 2008 e 2013. O segundo recebeu mais de 500 mil euros euros, através de transferências mensais feitas entre 2008 e 2014.

Teresa Amorim, antiga secretária de Ricardo Salgado, era o Baixinho (recebeu perto de 371 mil euros), Elsa Ramalho, que tratava das relações com os investidores, era o Roadshow (recebeu 294 mil euros da Enterprises). Pedro Cohen Serra, do departamento financeiro do BES, era o Medufushi (recebeu perto de 300 mil euros), Paulo Ferreira era identificado como Rabina (115 mil euros), Guilherme Moraes Sarmento, que trabalhava na direção de desenvolvimento internacional, tinha uma conta em nome de Centurion (81 mil euros) e Pedro Cruchinho, que viria a ser nomeado presidente da Comissão Executiva do Banco Económico em Angola (que derivou do BESA), tinha outra conta em nome de Alforreca (através da qual recebeu 100 mil euros).

José Macedo Pereira, que foi revisor oficial de contas de empresas do BES, era identificado como Poirier (47.500€) e Pedro Amaral como Detox (40.500€). Já Rui Guerra, que substituiu Álvaro Sobrinho na presidência do BESA, recebeu 40 mil euros e estava identificado como Tomix. José Pedro Caldeira da Silva, que foi diretor-executivo do banco, era o Kombucha

Leia mais em: Visão

Comente com o Facebook:

INFORMAÇÃO

Algumas fotografias utilizadas neste blog e alguns artigos são provenientes de outras fontes como Jornais, Revistas, Blogues, órgãos de comunicação social, bases fotográficas estrangeiras e motores de busca. Todos os artigos tem a fonte da foto e da noticia no final do mesmo. Se alguma entidade se sentir lesada ou não permitir a utilização de algum conteúdo utilizado neste sítio comunique-nos, por favor, e prontamente será retirado.