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Portugal está a investigar Isabel dos Santos por suspeitas de lavagem de dinheiro



A justiça portuguesa está a investigar a empresária angolana Isabel dos Santos por suspeitas de branqueamento de capitais e de fraude fiscal no âmbito da compra da Efacec, em 2015. Um processo motivado por uma queixa da ex-eurodeputada Ana Gomes.

A informação é divulgada pelo Correio da Manhã (CM) que apurou que o Ministério Público (MP) está a averiguar a origem do dinheiro que a angolana usou para comprar a Efacec.

Em causa estão “65 milhões de euros provenientes de Angola“, bem como “a origem dos fundos usados no pagamento aos bancos portugueses do reembolso dos créditos concedidos para a compra da empresa no valor de 160 milhões de euros”, como aponta o jornal.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de Lisboa estará a investigar a angolana depois de uma queixa apresentada à Procuradora-geral da República (PGR), Lucília Gago, e à directora-geral da Autoridade Tributária, Helena Borges, por Ana Gomes em Novembro de 2019.

O MP “estará a passar a pente fino duas operações, feitas em 2015, com origem em Angola”, por um lado, os “40 milhões de euros da compra de 40% do capital social da Winterfell Industries à Niara Holding, ambas controladas por Isabel dos Santos, pela Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade – ENDE, detida pelo Estado angolano”, e por outro, “25 milhões de euros do financiamento de uma instituição de crédito angolana a uma empresa de Isabel dos Santos que foi direccionado para a compra da Efacec”, segundo refere o CM.

O Banco de Portugal (BdP) chegou a expressar dúvidas relativamente a estas operações num relatório de 2015 que analisou a actuação dos Bancos portugueses que concederam empréstimos a empresas de Isabel dos Santos para a compra da Efacec.

As conclusões do BdP apontam que “ficam por esclarecer as dúvidas que recaem sobre as operações que estão directamente relacionadas com entidades de direito angolano, isto é, a aquisição da participação [na Winterfell Industries] por parte da ENDE e o financiamento de 25 milhões de euros por IC [instituição de crédito de Angola]”, como cita o CM.

O BdP também recomendou aos Bancos portugueses que financiaram a empresária para “prestarem especial atenção, por monitorização e diligência, à origem dos fundos que servirão para o cumprimento do serviço da dívida”.

Os Bancos que financiaram a compra da Efacec foram o Montepio Geral (40 milhões de euros), o Novo Banco (34,7 milhões), o BPI (25 milhões), a CGD (22,7 milhões), o BCP (12,5 milhões) e um banco angolano (25 milhões) num total de crédito de 160 milhões de euros.

Os bens de Isabel dos Santos em Portugal foram arrestados pela justiça no âmbito deste processo de investigação que envolve a Efacec e também no seguimento do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola que acusa a empresária de se ter apropriado de mais de cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) de fundos públicos.

Fonte e foto: ZAP

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