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Donald Trump acusado de cometer "crime contra a humanidade"



Presidente dos Estados Unidos decidiu suspender financiamento à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está a ser acusado de cometer "um crime contra a humanidade", isto depois de na terça-feira ter anunciado que decidiu suspender o financiamento dos Estados Unidos à Organização Mundial de Saúde (OMS) em plena luta contra a Covid-19.

Richard Horton, chefe de redação da prestigiada revista médica The Lancet, recorreu às redes sociais para apontar o dedo a Trump, sublinhando que "todo o cientista, profissional de saúde e cidadão deve resistir e se rebelar contra a terrível traição à solidariedade global".

"A decisão do presidente Trump de suspender o financiamento à OMS é simplesmente isso - um crime contra a humanidade. Todos os cientistas, todos os profissionais de saúde, todos os cidadãos devem resistir e revoltarem-se contra esta terrível traição à solidariedade social", escreveu Richard Norton na rede social Twitter.

Donald Trump anunciou esta terça-feira que vai suspender a contribuição do país à OMS, justificando a decisão com a "má gestão" da pandemia de covid-19.

Críticas de Bruxelas a António Guterres

Têm sido várias as críticas contra a decisão tomada por Donald Trump, e uma das mais recente chega de Bruxelas. A União Europeia lamentou "profundamente" a decisão dos Estados Unidos, considerando que "não há razão que justifique" esta atitude, sobretudo no atual contexto da pandemia de covid-19.

Numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social Twitter, o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, lamenta a medida anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sustentando que "não há razão que justifique esta medida, numa altura em que os seus esforços são mais do que nunca necessários para ajudar a conter e mitigar a pandemia covid-19".

"Apenas juntando forças podemos superar esta crise que não conhece fronteiras", sublinha o chefe da diplomacia europeia.

A decisão da Casa Branca mereceu também já reparos por parte do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que defendeu que este "não é o momento de reduzir o financiamento das operações" da OMS, "ou de qualquer outra instituição humanitária que combata o vírus" responsável pela pandemia da covid-19.

"A minha convicção é que a Organização Mundial da Saúde deve ser apoiada por ser absolutamente essencial aos esforços do mundo para ganhar a guerra contra a covid-19", salientou Guterres.

O apelo do secretário-geral da ONU foi corroborado por Amesh Adalja. O especialistas em doenças infeciosas da Universidade americana Johns Hopkins, reconheceu que a OMS cometeu alguns erros e que talvez precise de ser reformada, mas após a atual crise ter passado.

"Não é no meio de uma pandemia que se fazem este tipo de coisas", afirmou Amesh Adalja, citado pela Reuters.

Fonte e foto: Noticias ao Minutos

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